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Conceito

Conceitualmente, a Gestão Financeira é um conjunto de práticas, de cunho gerencial-administrativo, que tem por sua finalidade, de acordo com as metodologias empregadas, realizar bom planejamento, análise e o controle das atividades financeiras de unidades financeiras (organizações ou famílias).

Objetivo

O objetivo da gestão financeira, do ponto de vista das organizações é melhorar os resultados apresentados pela empresa de maneira sustentável e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais ou não operacionais. No caso da Gestão financeira familiar, o objetivo é controlar as despesas domésticas, de modo a proteger ou aumentar o patrimônio de forma independente.
A execução correta da Gestão Financeira permite a visualização clara da situação daquela unidade financeira, auxiliando os tomadores de decisão. As ferramentas adequadas e um olhar analítico são fundamentais para se estabelecer planejamentos vencedores em curto, médio e longo prazos, otimizando os resultados.

Funções

1) Análise e planejamento financeiro: analisar todos os registros financeiros daquela unidade, a fim de obter subsídios para o planejamento das ações úteis à otimização dos resultados. É aplicável a qualquer tipo de unidade financeira;
2) A boa utilização dos recursos financeiros: tem por finalidade a análise quanto à captação de recursos e o emprego deles, quanto a gastos e investimentos. Bem como a primeira função, também é aplicável a qualquer tipo de unidade financeira;
3) Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos. Assim como as próximas funções, é mais aplicável a organizações;
4) Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa;
5) Contas a receber e a pagar: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo e contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos e despesas operacionais;
No entanto, tanto em ambientes organizacionais, quanto no ambiente familiar, é muito comum muito comum a não realização de uma adequada gestão financeira.

Principais problemas

1) Falta de registros adequados: (saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas, variáveis e financeiras). No caso das famílias, a descentralização dos gastos é um fator gerador de dificuldades de controle das saídas;
2) Falta de compreensão dos custos das fontes de financiamento: empresas de pequeno e médio porte com poucas pessoas tecnicamente capacitadas tem essa dificuldade. Além disso, no caso das famílias, quando temos o captação de recursos via terceiros, é muito comum a falta de entendimento dos custos referentes à captação;
3) Falta de compreensão dos ciclos financeiros: refere-se tanto ao ambiente macroeconômico, quanto ao microeconômico em que a unidade financeira se encerra. Compreender as sazonalidades do fluxo de caixa é fundamental para as tomadas de decisão;
4) Falta de elaboração do Demonstrativo de Resultados: os demonstrativos devem ser realizados preferencialmente mensalmente. Curiosamente, as famílias não costumam fazer esse tipo de demonstração, porém seria muito interessante que elas fizessem, a fim de acompanhar a evolução do patrimônio e entender melhor como tem captado e destinado seus recursos.
Por fim, sugiro algumas boas práticas, baseadas em experiências de gestão financeira bem sucedidas.



Sugestões

1) Organizar e controle dos registros: todos os registros de entrada, saída ou movimentação financeira devem ser guardados, de modo a propiciar um ambiente que facilite a confecção de análises. Com isso, será possível acompanhar as contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos;
2) Classificar gastos: classificar os gastos em custos ou despesas e em fixos ou variáveis. Essa classificação é vital para qualquer gestão financeira, pois permite a visualização correta da destinação dos recursos financeiros daquela unidade;
3) Fazer previsão de fluxo de caixa: montar um planejamento, de acordo com registros anteriores e a conjuntura esperada para os próximos períodos, a fim de identificar pontos críticos e ter a capacidade de estabelecer provisões que cubram possíveis imprevistos;
4) Acompanhar a evolução do patrimônio: fundamental para qualquer tipo de unidade financeira. Conhecer o real valor financeiro é fundamental para estabelecer estratégias de investimentos, crescimento, etc.

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