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É possível depreender que a expansão comercial e o mercantilismo caracterizam-se como eventos históricos que sinalizam um momento de transformação da sociedade em direção à modernidade.
Tais políticas (expansão comercial e o mercantilismo) atenderam às necessidades de um dado momento histórico, isto é, vieram ao encontro das aspirações de um determinado período e sociedade, atendendo aos interesses de grupos e indivíduos específicos.

Mercantilismo

O mercantilismo, como o historiador Pierre Deyon apontou, foi um sistema que veio atender às necessidades das jovens monarquias, juntamente com os interesses dos mercadores, que se tornavam cada vez mais importante para a sociedade moderna.

Em outras palavras, o mercantilismo surgiu para legitimar as monarquias nacionais que estavam em formação na maior parte da Europa, assim como para atender as necessidades da classe dos comerciantes que se destacavam cada vez mais na sociedade do século XVI e XVII.
Portanto, entendemos o mercantilismo como parte de um processo de consolidação de um poder político forte e centralizado que caracterizava a formação dos estados modernos europeus, assim como um sistema de práticas comerciais que atendia os interesses dos grandes mercadores.

Num segundo momento, onde o mercantilismo já havia alcançado a supremacia no campo das políticas econômicas e que suas idéias já se encontravam completamente difundidas em toda a Europa Moderna, a escola fisiocrata surgiu como doutrina econômica que buscava contestar a validade das políticas mercantilistas.



Fisiocratismo

Os fisiocratas adotaram idéias completamente antagônicas às dos mercantilistas ao proclamarem que a agricultura era a verdadeira fonte da riqueza de uma sociedade e que somente o livre comércio poderia proporcionar um aumento dessa riqueza no país.
O fisiocratismo caracterizou-se como uma resposta radical para uma situação radical – como era o caso da França já que a adoção do mercantilismo neste país pelo ministro Colbert levou a economia francesa a uma situação de grandes restrições, baseada em uma política de proibições e regulamentações por parte do Estado que beneficiava o setor manufatureiro em detrimento da agricultura.

A nosso ver a contribuição do fisiocratismo estaria exatamente neste aspecto, ou seja, na defesa do laissez-faire numa França constrangida pelas amarras do mercantilismo colbertista.
E nessa mesma direção, porém como uma profundidade analítica sem precedentes, veio à tona o liberalismo econômico de Adam Smith.

Num momento em que o mercantilismo já não mais satisfazia aos interesses políticos e econômicos de grupos de indivíduos; num momento em que as políticas mercantilistas se tornavam visivelmente nocivas para um maior progresso comercial e econômico das nações e dos indivíduos, o liberalismo econômico legitimou as bases para o comércio amplo e livre e evidenciou que a amizade e cooperação entre os povos (exatamente o contrário do que o mercantilismo propunha) eram fundamentais para o incremento da riqueza de todas as regiões e povos.

1911