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Todos nós somos suscetíveis aos esquecimentos, sobretudo numa era tecnológica e veloz, de informações e estímulos infinitos, como a que nós vivemos.
Os esquecimentos podem ser bobos, triviais ou fatais.
Pode ser que esqueçamos um objeto que fomos pegar na cozinha ou até mesmo um bebê dentro do carro.

Para que não fiquemos expostos demasiadamente aos riscos do esquecimento algumas medidas são fundamentais: Organizar sua rotina diária todos os dias; escrever seus afazeres para não precisar contar 100% com a memória. São atitudes simples que podem salvar empregos, relacionamentos e, em casos mais extremos, até mesmo vidas.

A memória e a história são imprescindíveis para sabermos onde estamos e para onde vamos.

Qual as nossas origens e o porquê que nossas ações e até mesmo heranças, sejam elas materiais ou imateriais, são importantes para podermos organizar as nossas vidas de uma maneira lógica e racional.

Assim ocorre também com as nossas finanças, que são a tradução de nossos esforços.
Uma vez que essas finanças não estejam organizadas seja em uma planilha ou em um programa, elas perdem-se.
E tudo que se perde, com o perdão da redundância, fica esquecido para sempre.



O buraco causado pela falta de memória só não é pior que a falsa memória.
O nosso cérebro se esforça para preencher espaços vazios que deveriam estar organizados e como não estão pela nossa falta de tempo para contemplarmos o dia e refletimos nossas ações, ele preenche com memória, sim, falsas.

Não preciso me estender o quanto isso é maléfico e perigoso, por isso, recomenda-se anotar tudo, mensurar tudo e sempre acompanhar de perto as nossas ações, ainda mais na era atual, que é do consumo rápido, líquido e volátil.

A compilação de dados é histórica.
Em toda civilização o ser humano compilou dados para o seu controle – controle esse que o ser humano faz questão de orgulhar-se e sempre buscar se aperfeiçoar -. Dos egípcios, aos gregos, romanos e toda a era medieval, se não fossem os registros, os historiadores – e todos os habitantes daquelas civilizações – ficariam perdidos diante dos dados, e adivinhem? Não conseguiriam evoluir sem mensurar o tamanho dos recursos, se iriam ou não faltar e programar-se para as intempéries futuras.

O próprio hábito do uso do diário nos séculos XVIII, IXI e XX, faziam menção a esse hábito de escrever os nossos pensamentos, registros e o dia a dia para depois podermos rememorar e contemplar quais foram as mudanças de paradigmas, sejam sobre os nossos hábitos e comportamentos.

A memória e o esquecimento estão em uníssono.

Uma é a outra face da outra.
Ter memória não significa apenas lembrar e sim, relembrar, pois temos a facilidade – e a própria defesa de nossa mente – de esquecer tudo que não é anotado. Portanto, é necessário e urgente que tomemos nota de tudo que façamos para podemos medir a nossa própria alma, pelos nossos atos em curso.
Sem essa medida, seremos um barco se rumo em oceanos tortuosos sem ponto de chegada, e a terra a vista ficará apenas no sonho não realizado de nossa imaginação.

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